Postado em: 25 de abril de 2017
ACIDENTES RECORRENTES COM EMBARCAÇÕES EM JOÃO PESSOA ESTIMULAM VENDAS DE SEGUROS

Há algum tempo, corretoras de seguros vem adaptando planos para atender a um maior número de segurados com interesse em proteger embarcações na Grande João Pessoa (PB). Outro público seleto, o de proprietários de aeronaves, também demonstra maior interesse em proteger seus equipamentos, orçados em algumas dezenas de milhares de reais. O interesse crescente dos donos de lanchas, iates e aeronaves também é evidente. Uma rápida pesquisa nos buscadores na internet mostra uma lista impressionante de acidentes, inclusive fatais, com embarcações em João Pessoa e região nos últimos anos.

A mais marcante completou 40 anos, em 2015: a tragédia da Lagoa do Parque Solon de Lucena, no centro da capital paraibana (foto). O último registro noticiado pela imprensa ocorreu em 28 de janeiro, quando uma lancha de pequeno porte afundou na praia de Camboinha pela ação dos ventos, da chuva e da maré.

“Embarcações e aeronaves são bens de alto valor e a contratação do seguro estabelece uma proteção financeira durante um ano, a um custo muito baixo na comparação com um eventual dano ou perda de uma vida humana. Navegar e voar são atividades de extremo risco para quem as pratica e para os demais cidadãos”, alerta Luiz Carlos Gama Pinto, diretor de Consórcios e Seguros da Bancorbrás.

A Corretora  Bancorbrás expande seus negócios na Paraíba e mapeou este nicho específico de seguros na região. “Além de contratações individuais, é possível firmar convênios com marinas para baratear ainda mais o custo do seguro. É o que estamos fazendo em Palmas (TO) e em São Paulo. As coberturas são variáveis, mas é possível pagar um valor único para cobrir os custos das ocorrências e respectivos prejuízos. Os valores variam de 1% a 2% do valor da embarcação” afirma.

No caso de aeronaves, a Bancorbrás oferece seguro obrigatório para este segmento (Seguro de Responsabilidade do Explorador e transportador Aeronáutico), válido para aviação em geral (jatos, turboélices, helicópteros e aeronaves de motores a pistão). Além disso, os planos também podem cobrir cascos e cobertura de responsabilidade civil de danos a terceiros. Em 31 de março último, um casal faleceu em queda de um bimotor na cidade de Sorocaba (SP). A aeronave caiu perto de residências, mas não atingiu ninguém. “Este caso recente é lamentável, mas ilustra como o proprietário de uma aeronave tem que se preocupar em proteger seu patrimônio e assegurar uma proteção financeira a terceiros”, completa Luiz.

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