Postado em: 22 de março de 2017
ESPECIALISTAS ESTÃO MAIS OTIMISTAS COM A ECONOMIA EM 2017, APONTA ESTUDO IBEF

O índice trimestral ICFO – Saint Paul Escola de Negócios | Ibef-SP apontou, em sua quarta edição trimestral, que os diretores financeiros entrevistados estão mais otimistas. Segundo a pesquisa, houve aumento de 9,8 pontos, para 117,4, no índice (100 representa a neutralidade em uma escala de 20 a 180 e quanto maior, melhor). A tendência em sentido otimista foi verificada nos três componentes do iCFO (macroeconomia, setor e empresa). A maior evolução ficou com o índice de macroeconomia, que se encontrava abaixo de cem nas medições anteriores, o que se reverteu no fim do período, subindo de 92,8 para 113,6 pontos.

O levantamento também mostrou que 75,9% dos CFOs respondentes confiam no crescimento das receitas de suas empresas (ante 71,1% na edição anterior). A média das expectativas para variáveis macroeconômicas para os próximos 12 meses melhorou principalmente em comparação com os dados apurados no segundo trimestre: inflação de 5,6% (ante 7,5% na edição anterior), câmbio a R$ 3,40 (ante R$ 3,30), Selic a 11,3% (ante 13,3%) e crescimento de 0,1% no PIB (ante queda de 1,4%).

Outro destaque do período é a tendência fortemente otimista verificada quanto ao custo de capital para os próximos 12 meses. No quarto trimestre, 41,2% dos CFOs estão otimistas, esperando redução no custo de capital para o próximo ano, ante apenas 25% na edição anterior da pesquisa. No quarto trimestre, 51% CFOs estão neutros (ante 42,5% no terceiro trimestre), esperando manutenção do custo, e apenas 7,8% encontram-se pessimistas (ante 32,5% no terceiro trimestre), esperando aumento do custo de capital.

Segundo José Cláudio Securato, presidente da Saint Paul Escola de Negócios e Ibef-SP, há uma nítida mudança de confiança geral quanto ao país. “Essas evidências sinalizam para 2017 um ambiente propício à retomada de performance e um potencial efetivo início de saída da crise, na percepção dos CFOs”, afirma. Já quanto às preocupações dos executivos, apesar da confiança na melhora da economia, a demanda de mercado interno e o ambiente político ainda inspiram cautela.

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