Postado em: 12 de abril de 2017
FRAUDES CORPORATIVAS PODEM COMPROMETER ATÉ 6% DO FATURAMENTO DE UMA EMPRESA

As fraudes corporativas podem comprometer até 6% do faturamento anual de uma companhia. Para fiscalizar e reparar esses prejuízos, há cerca de três anos, o Brasil regulamentou o Seguro Contra Fraudes Corporativas. O objetivo deste produto é proteger o patrimônio, a base de dados, a documentação e os bens de uma empresa contra eventuais fraudes cometidas por seus próprios colaboradores ou terceiros. Relativamente nova no país, essa modalidade é oferecida pela TRR Securitas em pacotes que incluem a cobertura de prejuízos econômicos, a contratação de peritos para reconstituição dos dados perdidos ou funções que foram afetadas, além de auxiliar em medidas preventivas e incluir métodos de controle efetivo.

De acordo com dados de pesquisas da consultoria KPMG, 47% dos envolvidos em fraudes corporativas ocupam cargos de gestão: presidência, diretoria, gerência ou cargos de chefia. Os outros 53% englobam o staff geral. Além de afetar diretamente a vida financeira de uma empresa, as fraudes podem atingir a reputação da companhia. Por isso, a contratação do Seguro Contra Fraudes Corporativas ajuda na revisão dos processos e das áreas mais suscetíveis.

Com valores que superam R$ 10 milhões em desvios, grande parte das fraudes ocorrem por meio da falsificação de documentos e balanços, roubo de ativos, notais fiscais frias e propinas. O objetivo é gerar ganhos financeiros. E, ainda de acordo com estudos, a detecção acontece no controle interno, com informação de funcionários, cliente e fornecedores e até por contato anônimo.

Atendendo a sofisticação do mercado brasileiro, a procura por esse produto vem crescendo. “As empresas precisam se conscientizar e entender o próprio risco, acreditando que estão vulneráveis a ações de terceiros. É se prevenir para não precisar de uma ação corretiva após a identificação da fraude, quando o dano já existiu. A reparação da imagem e a recuperação de prejuízos e até de dados, às vezes, não é possível”, afirma o superintendente de Riscos Patrimoniais e Financeiros da TRR Securitas, Jeferson Bem. Para evitar este tipo de situação, as empresas precisam, além da contratação do seguro, se atentarem às medidas preventivas como: monitoramento de processos, criação de um canal de comunicação anônimo, auditorias não programadas, por exemplo.

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