Postado em: 3 de abril de 2017
TOTAL DE PARTICIPANTES DO CONSÓRCIO DE MÁQUINAS E IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS AUMENTA 16% EM UM ANO

Recente levantamento feito pela assessoria econômica da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), realizado a partir de dados fornecidos pelas administradoras associadas à entidade que atuam no setor de máquinas e implementos agrícolas e inserido no setor de veículos pesados, registrou crescimento no total de consorciados ativos no último ano.  A avaliação desse avanço apresentou aumento de 16% no número de participantes ativos, comparando o resultado de março deste ano e o de 2016.  Enquanto há um ano eram 81 mil consorciados, em 2017 atingiu 94 mil.

Essa expansão, apesar da crise político-econômica instalada no país, mostrou que a modalidade é importante na composição do mix das atividades e na obtenção de bons resultados no agronegócio. Nos últimos 30 meses, de agosto de 2014 a março de 2017, a alta foi de 49,4%. Composto por 63% de pessoas físicas e 37% de pessoas jurídicas, o volume geral de consorciados está dividido regionalmente em 34,6% no Sudeste, 27,8% no Sul, 24,3% no Centro-Oeste, 10% no Nordeste e 3,4% no Norte.

Retrospectiva positiva nos últimos doze meses

Com crédito médio de R$ 189,6 mil apurado em março, constatou-se que os valores praticados estão entre R$ 11,2 mil a R$ 668,4 mil, comprovando que o consórcio é usado nos mais variados itens agrícolas, especialmente para os que planejam e que pretendem adquirir equipamentos móveis e fixos de forma econômica, com mais tecnologia embarcada e que proporcionem melhores resultados.

Observou-se também que parcela significativa dos contemplados adquiriu tratores de rodas e esteira (38%), seguidos dos implementos agrícolas/rodoviários (32%). Na sequência, vieram as colheitadeiras (18%) e os cultivadores motorizados (12%). Com grupos variando de 100 a 120 meses, com média de 118, a taxa média mensal de administração praticada no período foi de 0,122%.

Para Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac, “os bons resultados da modalidade no agronegócio apontaram que produtores e empresários do setor continuaram planejando, via consórcio, a aquisição de máquinas e implementos agrícolas. Por isso, apesar do momento desfavorável da economia, em contraponto com as boas notícias na agricultura – com a safra recorde de grãos – e, momentaneamente inverso na pecuária, tem sido fundamental que a modalidade continue contribuindo para alavancagem dos negócios desse importante segmento da economia. E a razão é simples: suas características principais como custos baixos, prazos longos e diversidade nas formas de pagamento”.

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